Oi!!!
Para os interessados, eu não morri e estou de volta!!! Nada melhor para o meu retorno do que falar do filme derivado de um dos meus mangás top top, Paradise Kiss!!
Mas antes disso, eu gostaria de agradecer aos meus leitores que mesmo com o blog paradinho continuaram comentando e me apoiando, muito obrigada mesmo! Fico muito feliz em saber que o blog está sendo útil como fonte de entretenimento para alguém!

Mas voltando para o que todo mundo estava esperando (ou não), uma resenha para ressuscitar esse blog! O problema é que o post de hoje vai ser um pouco dividido, já que o filme me despertou emoções opostas. Vamos começar pelo mais importante, pela revolta!
Eu estava desesperada para assistir ao filme desde que ele foi anunciado. Por ser uma história jovem com emoções bastante realistas, eu estava pensando que poderia ser o melhor live-action ever. Mas não foi. Na verdade, passou bem longe disso.
Live-actions são sempre assuntos polêmicos, especialmente entre os fãs mais radicais. É impossível agradar à todos eles. Sempre irão reclamar ou do elenco, ou dos cortes, ou do cenário, enfim, agradar aos fãs mais hardcore não é um trabalho fácil (digo isso por experiência própria, quem acompanha o blog viu a minha saga para aceitar o dorama de Ouran, que ainda bem teve um final super feliz!). Mas para mim, o mais importante numa adaptação é que o “clima” da história seja preservado. A atmosfera que uma série exala faz com que, independentemente do formato, ela atinja o seu público. E o filme de Paradise Kiss pecou exatamente nisso.

Eu fiz uma resenha sobre Parakiss (anime e mangá) logo no começo do blog, e não me orgulho nem um pouco dela. Eu revisitei a série esse ano, e comentei um pouquinho sobre o anime aqui. Mas para quem não conhece a série, eu vou dar uma luz sobre ela. De uma maneira superficial, Parakiss conta a história de uma jovem do ensino médio que, ao ser descoberta como uma beldade na rua, é dragada para um grupo de estudantes de uma escola técnica de moda que desejam fazer dela a sua modelo. Nisso ela se envolve com o designer, o inesquecível George Koizumi.
Mas não basta o resumo de uma série para se fazer um bom filme, coisa que os diretores do live action pareceram ter esquecido. Paradise Kiss é muito mais do que isso, é uma série que discute as emoções avassaladoras da juventude, o impulso, a paixão, o desejo, e acima de tudo: o sonho. Por meio de Yukari, que começa a série vivendo uma vida padrão, somos colocados de frente para o famoso dilema do “e agora?”. Ela continua os estudos (área que sempre teve que se esforçar muito para obter algum sucesso) para se garantir profissionalmente, ou investe no sonho de se tornar uma modelo? E George? Ele deve podar a sua inspiração ou continuar desenhando roupas de sonho?
Ou seja, o que eu quero dizer é: Paradise Kiss não é apenas uma história sobre o que um grupo de jovens fez, mas sim sobre os sentimentos que motivaram essas ações. Essa é a sedução do mangá, que o filme ignorou.
O filme além de fazer mudanças estapafúrdias na história, como abalar profundamente a paixão entre George e Yukari (que eu afirmo, era uma paixão tórrida, não era um amor puro cheio de margaridas, eles eram unidos pelo desejo um pelo outro, George encontrou em Yukari a sua musa, ela por sua vez teve contato com um sonhador, e se apaixonou pelo mundo de maravilhas que vinha com seus objetivos). O filme foi apenas um amontoado de acontecimentos corridos e sem significado.
Esse é o meu jeito enrolativo de dizer que o filme estava muito chato e que não tinha nada a ver com a minha série maravilhosa e amada. Era uma decepção. Até os 15 minutos finais…
E eu que estava de mau-humor com o filme (segue a lista com alguns motivos):
- Aquele guri feio que faz o Tamaki do Ouran foi escalado de novo como galã (e olha que eu ganhei simpatia pelo menino depois do dorama);
- O cabelo da Miwako não sé rosa (e o do George não é suficientemente azul, embora o menino estivesse bonito no filme, então tudo bem);
- Aquela atriz, que interpreta a ”rival” de George que recebe meu ódio desde aquele personagem irritante dela em Hana Yori Dango (coitada né, só dão papél de mulher pentelha pra ela!);
- As músicas são chatinhas;
- Não fica claro o quão irreais são as roupas que George faz, e o obstáculo que ele enfrentaria em sua carreira;
- E mais importante de tudo, indignada com a falta de paixão!
… me deixei seduzir nos minutos finais.

Por conta de um simples motivo, ELES DERAM O FINAL QUE 99,9% DOS FÃS SONHOU PARA A SÉRIE. Eu fiquei em êxtase. Quando eu pecebi o rumo que a hitória estava tomando após uma inocente fala do Tokumori no meio da rua, eu chorei. Quando chegou o momento esperado, eu estava chorando e gargalhando alto ao mesmo tempo.
E o que é pior? Um filme fantástico com um final decepcionante, ou um live-action nada a ver COM O FINAIL MAIS PERFEITO DA HISTÓRIA DA HUMANIDADE?? Tirem as suas próprias conclusões.
Não recomendo o filme para quem nunca leu o mangá, seria uma primeira impressão muito fraca sobre a história. Esse é o típico material que é válido para levar quem já é fã ao delírio, e só.
Mas uma pequenha ressalva quanto ao fim… Precisa mesmo separar o casal por anos para depois reatar? Japão, a gente já está cansado desse recurso, ATÉ QUANDO??? (E Coréia, se liga aí! Parakiss seria um dorama sensacional, hein?).
XOXO
Mallu
Tags:Ai Yazawa, Filme, Live action, Movie, Paradise Kiss, Parakiss, Yazawa Ai
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