Tag Archives: Ghibli

Mononoke Hime

3 mar

Yo!

Hoje vou falar sobre Mononoke Hime, ou Princesa Mononoke (esse filme não foi lançado no Brasil), de Hayao Miyazaki. E pra quem pensou que esse diretor só fazia filme de criancinha, se enganou!! Não acho que criancinhas ficariam muito felizes ao assistir esse filme, que é o único que tem violência dentre os filmes que já assisti do Hayao. Já dá pra ter uma ideia pela imagem, né?

Bom, antes de qualquer coisa, queria dizer que a trilha sonora desse filme é sensacional, na minha opinião. HAHAHA.
Esse filme é excelente. Pra mim, é o melhor do Hayao Miyazaki. Mas vamos ao que interessa.
Mononoke não é o nome da garota da foto, que seria a “princesa”. O nome dela é San. Mononoke em japonês pode significa monstro ou espírito.
O filme foi lançado em 1997  no Japão, em 1999 nos Estados Unidos, e nunca (até agora) no Brasil.

A história se situa no período Muromachi do Japão (de 1333 a 1568), num tempo no qual os humanos conviviam com feras e deuses animais. Tudo começa quando um demônio possui o corpo do Deus Javali, e vai em direção ao vilarejo do qual Ashitaka, é príncipe. Assim sendo, Ashitaka batalha com o Deus Javali possuído para proteger sua vila. Entretanto, ele é amaldiçoado pelo demônio que possuía o Javali antes de matá-lo. Essa maldição lhe dá força sobre-humana, mas lhe matará em algum tempo.

Ashitaka então parte para o Oeste, buscando uma solução para seu problema. Lá ele encontra os mineradores da aldeia do ferro, comandada por Lady Eboshi, que está em batalha contra os deuses animais por território. Os humanos querem explorar a natureza e aumentar seu poder e riqueza. Para isso, precisavam se livrar dos deuses animais e das feras.

Do lado dos gigantes deuses animais está San, uma humana que foi criada pelo Deus Lobo, e que é chamada de Princesa Mononoke pelas pessoas da aldeia do ferro. San odeia os humanos por que querem acabar com a floresta. Tanto que as vezes esquece de sua própria humanidade.

Ashitaka vê a ganância humana e tenta achar um meio para que os humanos e os deuses animais possam viver em harmonia e paz, dando fim à luta. Entretanto, cada vez mais os dois lados se distanciam e se tornam mais violentos.
Assim a história toma forma e rumo.

Mononoke Hime foi uma das animações mais caras já produzidas no cinema japonês na época em que foi lançado. Foi um sucesso internacional, recebendo várias críticas positivas. Foi também o filme com maior bilheteria da história do Japão até Titanic ser lançado. Além disso, é considerado o maior anime da década de 90, com Evangelion. Hayao Miyazaki levou 16 anos para desenvolver completamente a história.

O filme tem uma atmosfera mágica, uma coisa diferente, que  é difícil de explicar. Além disso, tem uma imagem boa e uma trilha sonora impecável, de Joe Hisaishi (o mesmo que de Ponyo, A Viagem de Chihiro e Castelo Animado). Deu pra perceber que é um dos meus filmes favoritos, né? Super recomendo, apesar de não ser um filme pra criancinhas de 5 anos. Já vi esse filme ALGUMAS vezes! Hahahahah

Enfim, é isso.
Ja!

A Viagem de Chihiro

27 fev

Yo!

Hoje vou falar sobre mais um filme do Hayao Miyazaki. Pra quem não percebeu, eu gosto bastante dos filmes dele. E o que eu escolhi pra hoje foi A Viagem de Chihiro. Esse é um clássico até aqui no Brasil, imagino… Muuita gente já assistiu esse filme por aqui, não? Esse filme foi lançado em 2001, mas só chegou ao Brasil em 2003.

A Viagem de Chihiro, Spirited Away em inglês, ganhou diversos prêmios, dentre eles o Óscar de melhor animação de 2003, e o Urso de Ouro do Festival de Berlin, de 2002. Dois dos prêmios mais prestigiados no mundo do cinema. Quando lançado, “A Viagem de Chihiro” foi aclamado pela crítica e se tornou o filme mais bem sucedido da história japonesa, passando até mesmo as bilheterias de Titanic. Nos EUA, foi distribuído pela Disney.

O filme conta a história de Chihiro, uma garota de 10 anos, fresca, mimada e medrosa. A história inicia quando ela e seus pais estão de mudança para uma nova cidade. No caminho, eles se perdem e se deparam com um enorme prédio vermelho com um enorme túnel. Por insistência do pai de Chihiro, eles atravessam o túnel se deparam com uma cidade abandonada. Nessa cidade, os pais de Chihiro encontram um delicioso banquete e começam a comê-lo. A garota entretanto, se recusa a comer e sai andando pelos arredores.

É então que ela conhece Haku, um misterioso garoto que a adverte para que saia daquele lugar imediatamente. Chihiro então vai a procura dos pais, e descobre que eles viraram porcos enormes. Além disso, começa a anoitecer, e a garota se vê perdida e sozinha naquela cidade, na qual agora começavam a aparecer muitos espíritos.

Chihiro é ajudada por Haku, e ele conta a ela que ela e seus pais estão presos num mundo no qual humanos não são bem-vindos. Assim, para não ser transformada em alguma animal e depois ser devorada, e para salvar seus pais, Chihiro deve  passar por provações para conseguir um trabalho na casa de banho de Yubaba, uma feiticeira autoritária e má.

“A Viagem de Chihiro” não é um filme violento como “Mononoke Him”e (falarei desse num post futuro), de Hayao Miyazaki, mas não tem um enredo tão simples quanto o de “Tonari no Totoro” ou “Gake no Ue no Ponyo”.

Além disso, o filme conta com imagens lindas e cenas de aventura, humor e drama, e uma trilha sonora emocionante criada por Joe Hisaishi (Gosto das trilhas sonoras dele!).

Bom, esse é um filme que eu definitivamente recomendo a todos!!! Não é um filme pesado em nenhum sentido, e é muito bonito. Uma obra de arte de Hayao Miyazaki.

E pra quem pensa que eu contei muito do filme, se enganam. Só falei do comecinho, hahahah.
Bom, então por hoje é isso!
Ja!