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Code Geass

9 mar

Yo!

Hoje eu vim falar de Code Geass. A história, que foi criada por Ichiro Okouchi, teve diversas versões em mangá, light novel, anime, jogos, etc. O anime se divide em 2 temporadas, sendo uma delas “Code Geass: Lelouch of the Rebellion” e “Code Geass: Lelouch of the Rebellion R2“, apesar de um nome grande desses, a série é usualmente chamada de Code Geass. A equipe de desenvolvimento de Code Geass conta com grandes nomes como a CLAMP, que desenhou os personagens.

A história desse anime gira em torno de Lelouch Vi Britannia, um príncipe e 17º herdeiro na linha de sucessão do trono imperial de um país que tem como território um terço da Terra, o Sagrado Império de Britannia. Após um aparente atentado, a mãe de Lelouch é morta e sua irmã fica cega. Acreditando que a ordem para matar sua mãe tenha saído de dentro da nobreza de Britannia, Lelouch e sua irmã Nunally são enviados para o Japão, aonde se escondem, enquanto todos pensam que os irmãos estão mortos. Mas é bem claro que o Imperador de Britannia, pai de Lelouch, despreza ele e sua irmã.

Em azul Britannia, em laranja A Federação Chinesa, e em amarelo a União Europeia, as 3 super potências

Anos mais tarde, em 2010, Britannia invade o Japão, e como faz com seus territórios conquistados, retiram a cidadania do povo do país conquistado e os sub-julga os identificando por números. Além disso, o país perde além de sua tradição, seu nome, sendo chamados por Áreas. O Japão por exemplo, quando foi conquistado passou a se chamar Área 11, e os japoneses passaram a ser chamados de “elevens”, 11 em inglês. Nesse cenário de Japão conquistado, os elevens são considerados inferiores aos Britannians, cidadãos de Britannia, e por isso têm de suportar agressões constantes e de todo tipo.

É nesse mundo aristocrático regido por tradições ocidentais, e na Área 11  que a história começa, em 2017. Lelouch e sua irmã Nunally já estão morando a alguns anos na Área 11, que como esperado, tem ataques terroristas constantes de forças japonesas de resistência à Britannia.

Lelouch por acidente se envolve em um desses ataques, e quando está prestes a morrer, encontra uma misteriosa garota que se chama C.C. , e que lhe propõe um contrato: ela lhe daria poder , mas em troca desse poder ele deveria realizar um desejo dela. Lelouch aceita, e então lhe é concedido um Geass.

O Geass é um poder dado a alguém, e ele se manifesta de formas diferentes em cada um. O Geass de Lelouch está em seu olho esquerdo, e permite que ele dê ordens a qualquer ser humano, e ele obedecerá incondicionalmente. Entretanto, só funciona uma vez com cada pessoa. Revoltado com Britannia, e movido pelo desejo de se vingar de seu pai, dos assassinos de sua mãe e de Britannia, Lelouch cria um codinome: Zero. Zero se junta a japoneses que resistem à ocupação Britanniana, torna-se seu líder e começa sua verdadeira luta contra o Britannia.

Bom, eu gostei muito desse anime. Demorei pra encontrar um anime que me fizesse ter vontade de ver mais e mais a cada capítulo. O anime que melhor fez isso, além de Code Geass, foi Death Note.
Falanda em Death Note, Code Geass tem, na minha opinião, um ambiente e um feeling parecido com o de Death Note.

Apesar de DN ter uma história policial e de suspense e Code Geass ser um anime de Mecha (pra quem não sabe, Mechas são aqueles robos gigantes, como os de Gundam e de Evangelion) que fala de um mundo futuro, as “frases feitas” sobre justiça, a habilidade de mudar o destino alheio, as “jogadas de mestre” , a tentativa de construir um mundo melhor, e as risadas malévolasde Lelouch, com Zero, me lembram muito as de Raito, com Kira. (Pensando bem, Lelouch parece ter mais sentimentos que Raito)
Isso não é ruim!  Isso é bom! Talvez essa semelhança a DN, o dinamismo, e a ação de Code Geass tenham me feito gostar tanto da história.

Muitos dos animes que vi se tornaram muito previsíveis a partir de um certo ponto. Pelo menos eu enquanto assistia Code Geass, tive a impressão de que sabia o que iria acontecer logo depois, e que tudo perderia a graça, mas aí algo inesperado acontecia. Uma pequena decisão de Lelouch, ou um desastre acabaram por mudar o rumo da história inteira. Eu estou dizendo isso principalmente porque eu não esperava que uma personagem como a princesa Euphie tivesse um destino como aquele! Mas sem spoilers, certo?

Outro ponto positivo, na minha opinião, é que a toda hora o anime te leva a perguntar quem ou o que é o certo e o errado, o bom e o mau. E de fato se chega a uma conclusão. Mas logo depois algo acontece e você volta à dúvida. Uma prova disso é que os dois principais rivais da história, querem (ou pelo menos dizem que querem) a mesma coisa, mas se utilizam de meios diferentes.

Além disso, sinto que Code Geass apesar de ter ação, muitas vezes se focava mais nas relações dos personagens, nos conflitos políticos, ou mesmo nas estratégias de Lelouch do que nas lutas entre os Mechas, que nesse anime são chamados de Knightmares. Os Knightmares foram inventados pelos Britannians, e foi isso que lhes garantiu o poder que sustenta seu imperialismo.

No final das contas, RECOMENDO muito esse anime!! Talvez isso seja porque gostei muito mesmo dele.. Mas acho que é um bom anime mesmo. Só não esperem que o personagem principal seja um herói como o Shinji-kun de Evangelion, ele não é. Lelouch nem luta muito nos knightmares, ele o cérebro, o comando. Ainda não terminei a segunda temporada, mas estou gostando tanto quanto a primeira!

Ah, e só pra não dizer que eu não falei dos mangás:

O primeiro mangá foi lançado no Japão pela Kadokawa Shoten (na Monthly Asuka) em 2006 com o nome de Code Geass: Lelouch of the Rebellion, e teve fim em 2010, com 8 volumes. Entretanto, ao mesmo tempo que este mangá era produzido, outros mangás de Code Geass eram lançados (por tempo menor, com menos edições) como: Code Geass: Suzaku of the CounterattackCode Geass: Nightmare of NunallyCode Geass: Record of the Strange Tales of the Bakumatsu Era .

Em 2010 com o fim do primeiro mangá de Code Geass, a Kadokawa Shoten iniciou a produção de outro título da série: Code Geass: Renya of Darkness, entretanto agora na revista Shonen Ace. Esse novo mangá aparentemente ainda está em produção.
É interessante falar que cada versão do mangá tem uma história diferente ou com o foco em outro personagem.

Ah, e pelo que parece, em 2012 sairá uma nova temporada! Code Geass: Boukoku no Akito, que se passará no mesmo mundo de Lelouch, mas dessa vez, na Europa, e claro, terá novos personagens.

Bom, então por hoje é isso!
Ja Ne!

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Mononoke Hime

3 mar

Yo!

Hoje vou falar sobre Mononoke Hime, ou Princesa Mononoke (esse filme não foi lançado no Brasil), de Hayao Miyazaki. E pra quem pensou que esse diretor só fazia filme de criancinha, se enganou!! Não acho que criancinhas ficariam muito felizes ao assistir esse filme, que é o único que tem violência dentre os filmes que já assisti do Hayao. Já dá pra ter uma ideia pela imagem, né?

Bom, antes de qualquer coisa, queria dizer que a trilha sonora desse filme é sensacional, na minha opinião. HAHAHA.
Esse filme é excelente. Pra mim, é o melhor do Hayao Miyazaki. Mas vamos ao que interessa.
Mononoke não é o nome da garota da foto, que seria a “princesa”. O nome dela é San. Mononoke em japonês pode significa monstro ou espírito.
O filme foi lançado em 1997  no Japão, em 1999 nos Estados Unidos, e nunca (até agora) no Brasil.

A história se situa no período Muromachi do Japão (de 1333 a 1568), num tempo no qual os humanos conviviam com feras e deuses animais. Tudo começa quando um demônio possui o corpo do Deus Javali, e vai em direção ao vilarejo do qual Ashitaka, é príncipe. Assim sendo, Ashitaka batalha com o Deus Javali possuído para proteger sua vila. Entretanto, ele é amaldiçoado pelo demônio que possuía o Javali antes de matá-lo. Essa maldição lhe dá força sobre-humana, mas lhe matará em algum tempo.

Ashitaka então parte para o Oeste, buscando uma solução para seu problema. Lá ele encontra os mineradores da aldeia do ferro, comandada por Lady Eboshi, que está em batalha contra os deuses animais por território. Os humanos querem explorar a natureza e aumentar seu poder e riqueza. Para isso, precisavam se livrar dos deuses animais e das feras.

Do lado dos gigantes deuses animais está San, uma humana que foi criada pelo Deus Lobo, e que é chamada de Princesa Mononoke pelas pessoas da aldeia do ferro. San odeia os humanos por que querem acabar com a floresta. Tanto que as vezes esquece de sua própria humanidade.

Ashitaka vê a ganância humana e tenta achar um meio para que os humanos e os deuses animais possam viver em harmonia e paz, dando fim à luta. Entretanto, cada vez mais os dois lados se distanciam e se tornam mais violentos.
Assim a história toma forma e rumo.

Mononoke Hime foi uma das animações mais caras já produzidas no cinema japonês na época em que foi lançado. Foi um sucesso internacional, recebendo várias críticas positivas. Foi também o filme com maior bilheteria da história do Japão até Titanic ser lançado. Além disso, é considerado o maior anime da década de 90, com Evangelion. Hayao Miyazaki levou 16 anos para desenvolver completamente a história.

O filme tem uma atmosfera mágica, uma coisa diferente, que  é difícil de explicar. Além disso, tem uma imagem boa e uma trilha sonora impecável, de Joe Hisaishi (o mesmo que de Ponyo, A Viagem de Chihiro e Castelo Animado). Deu pra perceber que é um dos meus filmes favoritos, né? Super recomendo, apesar de não ser um filme pra criancinhas de 5 anos. Já vi esse filme ALGUMAS vezes! Hahahahah

Enfim, é isso.
Ja!

A Viagem de Chihiro

27 fev

Yo!

Hoje vou falar sobre mais um filme do Hayao Miyazaki. Pra quem não percebeu, eu gosto bastante dos filmes dele. E o que eu escolhi pra hoje foi A Viagem de Chihiro. Esse é um clássico até aqui no Brasil, imagino… Muuita gente já assistiu esse filme por aqui, não? Esse filme foi lançado em 2001, mas só chegou ao Brasil em 2003.

A Viagem de Chihiro, Spirited Away em inglês, ganhou diversos prêmios, dentre eles o Óscar de melhor animação de 2003, e o Urso de Ouro do Festival de Berlin, de 2002. Dois dos prêmios mais prestigiados no mundo do cinema. Quando lançado, “A Viagem de Chihiro” foi aclamado pela crítica e se tornou o filme mais bem sucedido da história japonesa, passando até mesmo as bilheterias de Titanic. Nos EUA, foi distribuído pela Disney.

O filme conta a história de Chihiro, uma garota de 10 anos, fresca, mimada e medrosa. A história inicia quando ela e seus pais estão de mudança para uma nova cidade. No caminho, eles se perdem e se deparam com um enorme prédio vermelho com um enorme túnel. Por insistência do pai de Chihiro, eles atravessam o túnel se deparam com uma cidade abandonada. Nessa cidade, os pais de Chihiro encontram um delicioso banquete e começam a comê-lo. A garota entretanto, se recusa a comer e sai andando pelos arredores.

É então que ela conhece Haku, um misterioso garoto que a adverte para que saia daquele lugar imediatamente. Chihiro então vai a procura dos pais, e descobre que eles viraram porcos enormes. Além disso, começa a anoitecer, e a garota se vê perdida e sozinha naquela cidade, na qual agora começavam a aparecer muitos espíritos.

Chihiro é ajudada por Haku, e ele conta a ela que ela e seus pais estão presos num mundo no qual humanos não são bem-vindos. Assim, para não ser transformada em alguma animal e depois ser devorada, e para salvar seus pais, Chihiro deve  passar por provações para conseguir um trabalho na casa de banho de Yubaba, uma feiticeira autoritária e má.

“A Viagem de Chihiro” não é um filme violento como “Mononoke Him”e (falarei desse num post futuro), de Hayao Miyazaki, mas não tem um enredo tão simples quanto o de “Tonari no Totoro” ou “Gake no Ue no Ponyo”.

Além disso, o filme conta com imagens lindas e cenas de aventura, humor e drama, e uma trilha sonora emocionante criada por Joe Hisaishi (Gosto das trilhas sonoras dele!).

Bom, esse é um filme que eu definitivamente recomendo a todos!!! Não é um filme pesado em nenhum sentido, e é muito bonito. Uma obra de arte de Hayao Miyazaki.

E pra quem pensa que eu contei muito do filme, se enganam. Só falei do comecinho, hahahah.
Bom, então por hoje é isso!
Ja!

Gake no Ue no Ponyo

21 fev

Yo pessoal!
Hoje vou falar de Gake no Ue no Ponyo, um filme infantil do Hayao Miyazaki, o criador de inúmeros filmes premiados como Tonari no Totoro, Castelo Animado e A Viagem de Chihiro. No Japão, o filme foi lançado em 2008, mas só chegou aqui no Brasil em 2010 com o nome “Ponyo – Uma Amizade Que Veio do Mar”, que não tem nada a ver com o que seria a “tradução” do japonês, que seria algo parecido com “Ponyo encima do penhasco”. (Me corrijam se estiver estranho/errado). Mas o nome traduzido seria esquisito no Brasil, né?
De qualquer forma já vou avisando que o filme é bem infantil e bobinho. Mas como gosto dos filmes do Hayao, eu gosto.

O filme conta a história de Brunhilde, uma princesa peixe-dourado que mora com seu pai, Fujimoto,  um feiticeiro de forma humana, em seu castelo nas profundezas do oceano. Brunhilde tem vontade de conhecer mais o mundo, e sai do castelo de seu pai sem que ele perceba.

É aí que ela conhece um garoto de 5 anos chamado Sousuke, que a leva pra sua casa, lhe dá o nome de Ponyo e promete que a protegerá para sempre. A partir daí, Ponyo começa a se apaixonar por Sousuke, e a querer se tornar humana.

Enquanto isso seu pai, Fujimoto, acreditando que sua filha foi raptada por um humano, invoca os espíritos das ondas para trazerem Ponyo de volta, e acaba por abalar o equilíbrio do mundo, afetando até a lua, que sai fora de sua órbita, e os satélites que começam a cair. Assim, só a mãe de Ponyo, uma deusa do mar, Granmammare pode estabelecer novamente o equilíbrio. O pai de Ponyo vê  Granmammare no oceano e a reconhece como Deusa da Misericórdia.

Como é esperado de Hayao Miyazaki, o filme tem uma história cativante, belas imagens e uma ótima trilha sonora. Como a temática do filme é mais simples e infantil, ele foi comparado com Tonari no Totoro, e recebeu elogios da crítica internacional. O filme estreou no Japão em 2008, mas sua estréia em terras brasileiras só aconteceu 2 anos depois, em 2010.

Pra finalizar, como eu disse antes, recomendo o filme pra quem gosta de histórias infantis, bem leves e simples. Acho as imagens bem legais, muito bem feitas, e tudo mais, mas não é o melhor filme do Hayao Miyazaki. Acho que quem gosta do gênero vai gostar bastante.
That’s all por hoje, heh.

Ja !

Paradise Kiss – o filme

2 nov

Oi!!!

Para os interessados, eu não morri e estou de volta!!! Nada melhor para o meu retorno do que falar do filme derivado de um dos meus mangás top top, Paradise Kiss!!

Mas antes disso, eu gostaria de agradecer aos meus leitores que mesmo com o blog paradinho continuaram comentando e me apoiando, muito obrigada mesmo! Fico muito feliz em saber que o blog está sendo útil como fonte de entretenimento para alguém!

Mas voltando para o que todo mundo estava esperando (ou não), uma resenha para ressuscitar esse blog! O problema é que o post de hoje vai ser um pouco dividido, já que o filme me despertou emoções opostas. Vamos começar pelo mais importante, pela revolta!

Eu estava desesperada para assistir ao filme desde que ele foi anunciado. Por ser uma história jovem com emoções bastante realistas, eu estava pensando que poderia ser o melhor live-action ever. Mas não foi. Na verdade, passou bem longe disso.

Live-actions são sempre assuntos polêmicos, especialmente entre os fãs mais radicais. É impossível agradar à todos eles. Sempre irão reclamar ou do elenco, ou dos cortes, ou do cenário, enfim, agradar aos fãs mais hardcore não é um trabalho fácil (digo isso por experiência própria, quem acompanha o blog viu a minha saga para aceitar o dorama de Ouran, que ainda bem teve um final super feliz!). Mas para mim, o mais importante numa adaptação é que o “clima” da história seja preservado. A atmosfera que uma série exala faz com que, independentemente do formato, ela atinja o seu público. E o filme de Paradise Kiss pecou exatamente nisso.

Eu fiz uma resenha sobre Parakiss (anime e mangá) logo no começo do blog, e não me orgulho nem um pouco dela. Eu revisitei a série esse ano, e comentei um pouquinho sobre o anime aqui. Mas para quem não conhece a série, eu vou dar uma luz sobre ela. De uma maneira superficial, Parakiss conta a história de uma jovem do ensino médio que, ao ser descoberta como uma beldade na rua, é dragada para um grupo de estudantes de uma escola técnica de moda que desejam fazer dela a sua modelo. Nisso ela se envolve com o designer, o inesquecível George Koizumi.

Mas não basta o resumo de uma série para se fazer um bom filme, coisa que os diretores do live action pareceram ter esquecido. Paradise Kiss é muito mais do que isso, é uma série que discute as emoções avassaladoras da juventude, o impulso, a paixão, o desejo, e acima de tudo: o sonho. Por meio de Yukari, que começa a série vivendo uma vida padrão, somos colocados de frente para o famoso dilema do “e agora?”. Ela continua os estudos (área que sempre teve que se esforçar muito para obter algum sucesso) para se garantir profissionalmente, ou investe no sonho de se tornar uma modelo? E George? Ele deve podar a sua inspiração ou continuar desenhando roupas de sonho?

Ou seja, o que eu quero dizer é: Paradise Kiss não é apenas uma história sobre o que um grupo de jovens fez, mas sim sobre os sentimentos que motivaram essas ações. Essa é a sedução do mangá, que o filme ignorou.

O filme além de fazer mudanças estapafúrdias na história, como abalar profundamente a paixão entre George e Yukari (que eu afirmo, era uma paixão tórrida, não era um amor puro cheio de margaridas, eles eram unidos pelo desejo um pelo outro, George encontrou em Yukari a sua musa, ela por sua vez teve contato com um sonhador, e se apaixonou pelo mundo de maravilhas que vinha com seus objetivos). O filme foi apenas um amontoado de acontecimentos corridos e sem significado.

Esse é o meu jeito enrolativo de dizer que o filme estava muito chato e que não tinha nada a ver com a minha série maravilhosa e amada. Era uma decepção. Até os 15 minutos finais…

E eu que estava de mau-humor com o filme (segue a lista com alguns motivos):

  • Aquele guri feio que faz o Tamaki do Ouran foi escalado de novo como galã (e olha que eu ganhei simpatia pelo menino depois do dorama);
  • O cabelo da Miwako não sé rosa (e o do George não é suficientemente azul, embora o menino estivesse bonito no filme, então tudo bem);
  • Aquela atriz, que interpreta a “rival” de George que recebe meu ódio desde aquele personagem irritante dela em Hana Yori Dango (coitada né, só dão papél de mulher pentelha pra ela!);
  • As músicas são chatinhas;
  • Não fica claro o quão irreais são as roupas que George faz, e o obstáculo que ele enfrentaria em sua carreira;
  • E mais importante de tudo, indignada com a falta de paixão!

… me deixei seduzir nos minutos finais.

Por conta de um simples motivo, ELES DERAM O FINAL QUE 99,9% DOS FÃS SONHOU PARA A SÉRIE. Eu fiquei em êxtase. Quando eu percebi o rumo que a história estava tomando após uma inocente fala do Tokumori no meio da rua, eu chorei. Quando chegou o momento esperado, eu estava chorando e gargalhando alto ao mesmo tempo.

E o que é pior? Um filme fantástico com um final decepcionante, ou um live-action nada a ver COM O FINAIL MAIS PERFEITO DA HISTÓRIA DA HUMANIDADE?? Tirem as suas próprias conclusões.

Não recomendo o filme para quem nunca leu o mangá, seria uma primeira impressão muito fraca sobre a história.  Esse é o típico material que é válido para levar quem já é fã ao delírio, e só.

Mas uma pequena ressalva quanto ao fim… Precisa mesmo separar o casal por anos para depois reatar? Japão, a gente já está cansado desse recurso, ATÉ QUANDO??? (E Coréia, se liga aí! Parakiss seria um dorama sensacional, hein?).

XOXO

Mallu

No. 6

25 set

Oi!!

  No. 6, junto com Usagi Drop, acabaram sendo as únicas séries da temporada de verão 2011 que eu consegui acompanhar semanalmente (ainda estou atrasada nas outras). Ambas são séries do badalado bloco noitaminA , que me conquistaram desde os primeiros episódios. Como já escrevi sobre Usagi Drop, hoje eu vou falar um pouquinho mais sobre No. 6 (que é baseado em uma série de light noves escrita por Atsuko Asano).

  No. 6 chegou chegando, dando as caras como uma ficção científica que seguiria os moldes clássicos de “Admirável Mundo Novo”, de Aldous Huxley (para quem é fã, fica aí a dica (ou a heresia)). Porém a grande polêmica da série não foi a falsa utopia da cidade que leva o nome do anime, e sim o fator BL.

  Quem é fã (ou quem não é mais criança) já percebeu logo desde o primeiro episódio: o anime é Yaoi SIM. O que gerou polêmica no começo, foi porque No. 6 dividiu o público em algumas… facções: os que sabiam que era yaoi e adoraram, os que afirmavam que a série não tinha nada de yaoi (e que os meninos ficavam dando as mãozinhas apenas porque eram crianças puras e carinhosas), aqueles que eram indiferentes ao yaoi e assistiam a série porque achavam ela legal, e os homofóbicos que droparam no primeiro episódio.

 Quem me conhece já imagina em qual grupo eu estava… óbviamente o relacionamento dos protagonistas chamou muito a minha atenção, e além do fato de ser uma amante de ficção científica, eu estava adorando a oportunidade de ver uma FICÇÃO CIENTÍFICA COM YAOI.

  E o melhor de tudo, não é fã-service. O relacionamento dos protagonistas é real e é desenvolvido. Ou seja, o casal Nezumi e Shion não é produto dos delírios das fujoshis maldosas, ELES SÃO UM CASAL MESMO!

  Defensoria arco-íris a parte, agora vamos à um resumo da história…

  Após uma guerra que destruiu a maior parte do mundo, restaram apenas algumas cidades. A principal delas é uma utopia onde aparentemente todos são felizes e a vida é perfeita, essa é a No. 6. A cidade é murada, e todos os seus habitantes utilizam pulseiras por onde são constantemente monitorados pelo governo. Tudo na cidade é minimamente controlado, principalmente os livros e o acesso à informações. Sob a fachada harmônica, existe uma verdadeira ditadura. Qualquer cidadão que questionar as idéias do governo, ou mesmo questionar a perfeição da cidade deve ser isolado no Intituto Correcional (de onde praticamente ninguém consegue sair).

  Neste cenário, ainda ignorante sobre o quão vil é a cidade, vive um jovem e promissor estudante chamado Shion. Após um encontro com o fugitivo Nezumi, ele decide que irá ajudá-lo mesmo que para isso tenha de ficar contra o governo. Como punição, ele e sua mãe são deslocados para uma área… menos favorecida (mas ainda dentro dos muros da No. 6). Shion que poderia ocupar um grande cargo devido à sua genialidade, é reduzido à observar parques.

  Em um dia de trabalho, Shion percebe uma morte súbita muito estranha. E após ver seu colega de trabalho padecer do mesmo mal, passa a questionar a cidade. Quando ele estava sendo encaminhado para o Instituto Correcional, é salvo por seu amigo do passado, Nezumi, que o leva para viver fora dos muros da cidade, em um lugar abandonado e sem lei (mas com muito mais liberdade). Morando juntos, eles revelam os respectivos planos para a cidade: Nezumi a odeia e quer destruí-la, enquanto Shion procura meios de salvá-la.

  O anime me prendeu completamente por vários episódios. Eu realmente queria saber o que estava por traz da conspiração da cidade. O que eram as misteriosas abelhas? Quem (ou o que) era Elyurias? Por que Safu era a cobaia ideal? Por que Nezumi odiava tanto a cidade? Quem matou Odete Roitman? Infelizmente o anime me decepcionou com as respostas.

  Eles construíram um alto nível de suspense e mistérios muito interessantes, para respondê-los de forma medíocre. A única coisa bem resolvida do anime foi o relacionamento dos protagonistas.

  É muito comum, em qualquer gênero de história, termos um romance. Seja ele hetero ou homossexual, o romance pode surgir no meio de qualquer história, podendo influênciá-la ou não. O fato de No. 6 ter desenvolvido (e solucionado) tão bem a parte amorosa (e tão mal a questão da ficção científica), me leva a crer que o anime é um romance com ficção científica, e não o contrário. E como eu ansiava pelo contrário, fiquei decepcionada com o final.

  O anime teve uma solução fraca como ficção científica (e bem mal explicada. WTF is Elyurias? Uma deusa? Uma entidade cósmica? O Astro?) e uma solução perfeita como romance.

  Só que eu não posso desqualificar todo o anime, que teve um progresso excelente e me divertiu por semanas, apenas pelo seu final.  Se você procura um anime de romance não muito meloso, assista No. 6 sem medo. E se você for um amante da ficção científica, assista também (mas não alimente suas expectativas quanto à um final épico).

XOXO

Mallu

Usagi Drop

18 set

Oi!!^^

  Hoje eu assisti ao episódio final de Usagi Drop, e vou comentar mais sobre esse anime que me encantou desde o começo.

 

  Usagi Drop conta a história de Kaga Rin, uma menininha de 6 anos que é filha ilegítima de um senhor já idoso com uma mulher jovem. A menina é abandonada pela mãe, que não acredita ter condições para cuidar dela, e vive apenas com seu pai.  O anime começa quando o pai de Rin morre, e com isso começam as discussões sobre quem ficará  com a guarda dela.

  A família toda acha a situação de Rin absurda e consideram, inclusive, levá-la para um orfanato. Sensibilizado com a dor da menina, o neto do senhor, Daikichi, um homem solteiro de 30 anos decide levá-la para a casa dele. Apesar de suas boas intenções iniiais, ele não tinha exatamente um plano de como cuidar da menina, ele só sentiu que precisava fazê-lo. Isso tudo acontece no primeiro episódio (que na minha opinião é o melhor episódio inicial da história). A partir daí, a história se desenvolve no mais adorável slice-of-life que eu já assisti, com Daikichi tentando aprender a ser o pai que aquela criança precisa que ele seja, e com Rin virando de cabeça para baixo a vida dele, e transformando ele mesmo aos poucos.

  A história é totalmente cândida. Não existem apelações emocionais exageradas, não tem sensacionalismo. Ela é narrada de forma muito natural e simples, sendo realista não só por retratar as pessoas (especialmente as crianças) como elas são: nem boas nem ruins, apenas humanas, mas também por mostrar as dificuldades e os pequenos problemas que devem ser superados na educação de uma criança.

  Usagi Drop não “brinca de casinha”. Não é a história fofinha de um homem que por piedade dá abrigo para uma menininha e eles são felizes para sempre. Não existem vilões e heróis. Mesmo a família que inicialmente rejeita Rin, depois que não diretamente responsável por ela passa a aceitar a presença dela, e mesmo a ajudar Daikichi em muitos momentos. Isso revela a hipocrisia que existe dentro da maioria das relações familiares (afinal, Rin era fruto de um relacionamento imoral, ela deveria ser excluída do clã. Mas já que as despesas e responsábilidades foram para o colo de Dai, a gente aceita ela numa boa) e é assustadoramente humano. No entanto, o anime escolhe não explorar esse aspecto, o que eu achei positivo. A hipocrisia está lá, mas é possível conviver harmoniosamente com ela (afinal, se não fosse, todos nós seríamos hikikomoris) e, porque não, tirar proveito dela as vezes.

  Fora da situação familiar, temos os amigos. Esses sim, verdadeiros e preocupados. O maior exemplo disso seria entre Daikichi e a mãe de Kouki (mesmo que o anime deixe bastante evidente o real motivo de eles se ajudarem tanto). Mas mesmo sem a tensão romântica, dá para ver que eles realmente se preocupam com os filhos do outro.

  Usagi Drop também merece um troféu por melhor retratação de crianças em séries animadas da história. Eu já disse isso aqui no blog antes, mas as crianças de Usagi Drop não são anjos nem demônios, não são prodígios nem idiotas. Elas são crianças normais, que cometem erros e acertos naturalmente por estarem em uma fase de assimilar o comportamento social adequado. Elas não nascem sabendo tudo, muito menos tem idade para já estarem rebeladas contra o sistema.

  Apesar de serem inocentes, é possível notar também um pouco daquela maldade natural das crianças, que é tão pouco explorada (e ao mesmo tempo super explorada em filmes de horror), que é tratada como tabu. As crianças devem ser vistas como anjos, não se pode dizer nada das más ações delas, não é mesmo? O que as pessoas esquecem é que quando as crianças fazem maldades, muitas vezes elas nem tem consciência plena disso. Elas apenas não tem o filtro social dos adultos para frear esse impulso. Vemos isso, por exemplo, no episódio 2, quando Rin está frustrada, e mesmo sem se dar conta do motivo, destrói a construção de uma coleguinha de creche.

  O anime é cheio de coisas boas. Mas a melhor delas ainda é o relacionamento entre Dai e Rin. Ao longo da história, Rin se torna tão necessária para Daikihi quanto ele é para ela, e o laço entre eles é realmente bonito.

  Com suas crianças impecavelmente infantis, sua animação deslumbrante e história que comove naturalmente, sem forçar a barra, Usagi Drop na minha opinião se consagrou como a melhor série da temporada. Foi mais uma prova da força e da qualidade do bloco noitaminA (que está sendo levemente questionada depois de algumas escolhas… duvidosas), e provou que é possível se fazer uma história madura, com ares ingênuos e despretensiosos, mas que mesmo assim é capaz de despertar tantas coisas nas pessoas que a assistem.

  Eu recomendo para todos! Na verdade, Usagi Drop entrou na minha listas de séries obrigatórias.

  (Ah sim, eu me recuso a comentar o final nojento e pedófilo do mangá para não estragar todos os meus bons sentimentos em relação ao anime. Assistam ao anime, o mangá eu dispenso).

XOXO

Mallu

Tokyo Magnitude 8.0

4 set

Oi!! ^^

  Eu já tinha comentado sobre os primeiros episódios desse anime que me arrebatou logo de cara, e agora vou comentar o final dele.

  Tokyo Magnitude 8.0 é um anime de Julho de 2009 que foi exibido no, querido por todos, bloco noitaminA. A história gira em torno de dois irmãos, ainda crianças, que tentam retornar para casa após um terremoto de capacidade destrutiva assustadora.

  A irmã mais velha, Mirai, que começa a série com um comportamento inaceitável de adolescente permanentemente de mal com o mundo, é obrigada a amadurecer na marra, ao se tornar responsável por seu adorável irmão caçula Yuki em meio a esse desastre. A mudança de atitude dos personagens é gradual e muito bem contextualizada, a ponto de que no último episódio, mal é possível perceber o salto que a personalidade de Mirai sofreu.

  No entanto, as crianças não estão sozinhas nessa jornada. Eles recebem a ajuda da fantástica Mari, uma jovem viúva que se encontra com eles por obra do acaso e, como moram na mesma direção, decide que levará as crianças até em casa. É notável que não só Mari ajuda as crianças, como elas também a ajudam.

  Para mim, o ponto alto da série são os primeiros episódios, com destaque para o segundo que, certamente, é um dos melhores episódios de anime que eu ja vi na vida. Com o passar da série, não que a qualidade caia, mas digamos que ela “sossega” um pouco, e não nos surpreende mais tanto quanto no início (ainda bem para os personagens, não é mesmo?). Mas mesmo assim, não considero nenhum episódio da série chato ou ruim, e classifico ela como uma série ótima.

  Eu apenas tenho algumas ressalvas com o episódio final da série, ou melhor, com o arco final da série. Quem quiser saber quais, selecione o texto para ler, porque conterá spoilers.

  Fica bastante claro desde o início que Yuki morreu. Não sei se por causa do acidente da Torre de Tóquio (e por falar nisso, que cena forte, não é? Achei de um impacto enorme, imagina só para os japoneses?) ou se ele já estava mal desde o shopping (porque ele foi encontrado sob uma máquina, ou estrutura, não me lembro bem…). A questão é que, desde o momento em que ele cai na rua, já fica evidente que ele não acordará mais. O que me incomodou (além do fato de que mataram meu personagem favorito), é que eu não entendi direito se o Yuki que só Mirai via era um fantasma, ou uma alucinação.

  Tudo indicava que era uma alucinação, já que a mente de Mirai bloqueou as lembranças da morte dele, ignorou isso e seguiu em frente como se ele ainda estivesse ali. Mas o que foi aquela cena do final, depois de Mirai se lembrar da morte do irmão, onde eles caminham de mãos dadas até chegar em casa, com aquela aura dourada encolvendo o aperto das mãos deles? Pra mim isso é coisa de fantasma, sem mais. Achei desnecessário. Acredito que, depois do “pronto, morri!” do penúltimo episódio, Yuki não deveria aparecer mais. (Outro momento de fantasma, é quando Yuki diz para Mirai procurar pela filha e pela mãe de Mari, porque ele não acha que elas estão mortas. Isso foi uma intuição de Mirai (porque se Yuki era uma alucinação, o que ele pensava era o que Mirai inconscientemente pensava) ou foi a revelação de alguém que já está morto, sobre pessoas que não estão no mesmo “plano” que ele?).

  Também não gostei da choradeira do último episódio. Eu sei que a série é de drama, e que a situação era muito triste. Mas eu prefiro momentos que emocionam por sua sutileza, sem precisar de longas sequências de gritaria com os personagens se debulhando em lágrimas. Tokyo Magnitude 8.0 definitivamente foi uma série que me emocionou e me levou às lágrimas em vários momentos, sem precisar da choradeira exagerada do último episódio (a qual eu não me uni). Um exemplo de momento emocionante foi aquela cena onde eles tentam retomar a rotina depois do terremoto e na escola, nas carteiras dos alunos mortos, haviam vasos de flores. Aquilo foi extremamente forte, sem precisar forçar a barra. É o tipo de sentimento silencioso, que me faz chorar.

  Recomendo esse anime para quem gosta de um bom drama, para quem valoriza a família acima de tudo, e para quem é GENTE porque é uma lição de vida sobre o que é realmente importante quando o mundo desaba.

XOXO

Mallu

Primeiros episódios: Tokyo Magnitude 8.0

2 set

Oi!! ^^

  Eu estou há muito tempo para assistir esse anime (porque né, é do bloco noitaminA). Mas depois do que aconteceu no Japão, eu não estava com clima para ele (SÉRIO?). Mas agora que a poeira baixou, e eu estava querendo um anime ótimo, eu resolvi apostar em Tokyo Magnitude 8.0.  Não poderia ter feito uma escolha melhor.

  Logo no começo já somos avisados: um terremoto de escala assustadora vai atingir Tokyo, e o estrago vai ser feio. Muito feio. Para fazer o anime, houve muita pesquisa das possíveis catástrofes que poderiam devastar a cidade caso um terremoto dessa magnitude acontecesse, portanto tudo é assustadoramente real e plausível.

  O primeiro episódio faz um retorno no tempo para um pouco antes do desastre, e somos apresentados aos personagens. Em uma família típica, temos um pai e uma mãe ausentes de casa boa parte do tempo por causa do trabalho, uma filha adolescente revoltada, e um filho mais novo fofo. A menina, Mirai (que ironicamente significa “futuro”) não tem a mínima noção do que quer fazer quando crescer, e é a típica rebelde sem causa. Não desgruda um segundo do celular, tem raiva de tudo e de todos, e quer que o mundo inteiro exploda. O menininho, Yuki, é criança e não entende a revolta da irmã. Ele gosta de todo mundo, e quer deixar todo mundo feliz (fofo).

  Sabendo que a irmã queria viajar nas férias de verão, Yuki propõe que eles visitem uma exposição de robôs em Odaiba (uma grande ilha artificial, que se conecta a Tokyo por meio de uma ponte). Ok, é tipo quem mora em São Paulo capital viajar para Santo André (município dentro da área metropolitana de São Paulo). Mas vamos lembrar que ele é uma criança, e só queria agradar. Como a mãe estava ocupada, ela encarrega Mirai de levar o menino para passear. E assim os dois vão sozinhos para Odaiba.

  Mirai reclama tanto, ela é tão insuportável, que eu realmente esqueci que um desastre estava prestes a acontecer. No final do primeiro episódio, o terremoto acontece.

  E assim, duas crianças, longe de casa, terão que enfrentar sozinhas o maior desastre possível. Ou melhor, teriam. Depois de algumas aparições suspeitas, a nossa heroína é revelada. Mari, uma mãe viúva chega para controlar a situação. E a mulher é um espetáculo. Estou agora no episódio 3, e por enquanto acompanhamos a história de Mari, Mirai e Yuki tentado voltar para casa. E a missão não parece ser nada fácil.

  Eu estou completamente obcecada com esse anime. É emocionante, as personagens são plausíveis, e acontecem várias reviravoltas (e eu só vi 3 episódios!). O anime é eletrizante e não para um segundo. E o melhor (ou pior) de tudo é que toda a situação caótica na qual a história se desenvolve é assustadoramente possível.

  Tomara que continue assim!

OBS: Lição importante número um em desastres: se você estiver em uma situação assim (e melhor aida se você for uma mulher sozinha), procure alguma criança perdida. As crianças tem preferência em barcos de resgate e coisas do gênero, e ninguém é frio o suficiente para separar uma “mãe” de sua “cria”.

XOXO

Mallu

Atualização: Eu terminei de assistir, e a resenha da série completa está aqui.

Victorian Romance Emma

28 ago

Oi!! ^^

  Como Coffee Prince estava me irritando, eu dei uma pausa e assisti à primeira temporada do anime de Emma (baseado no mangá homônimo da excelente Kaoru Mori). E eu acho que foi uma das melhores decisões que eu tomei ultimamente (vida inútil), porque o anime é a coisa mais linda!

  Emma é um seinen, que se passa na Inglaterra Vitoriana (porque né, os japoneses AMAM esse período), e conta a história do amor impossível entre uma criada, Emma, e o filho mais velho de um rico comerciante, William. Como se a diferença social entre os personagens já não fosse enorme (e uma barreira praticamente intransponível naquele período), o pai de William deseja que ele se case com uma nobre, a insossa Eleanor (a família de William, apesar de extremamente rica, não é da nobreza, por isso o casamento com um nobre seria de muita utilidade).

    Eu gostei muito do anime, eu achei o clima muito agradável e suave (bem diferente dos outros animes vitorianos que eu amo, que tem um tom mais sombrio). O relacionamento entre William e Emma se desenvolve com muita ternura, e é muito fácil torcer por eles. O anime também tem personagens muito simpáticas, como a própria Emma, William, a senhora Kelly, o velho Al… Além do exótico e adorável príncipe indiano Hakim.

  Creio que muita gente vai considerar o anime lento demais, e provavelmene com razão, já que eu vi em uma resenha do Shoujo Café que a maior parte da primeira temporada é filler, e que os 12 episódios cobrem apenas 2 volumes do mangá. Mas de qualquer forma, eu gostei muito e acho que vale a pena assistir, e é tão curtinho que eu não achei o rítimo tão lento assim (talvez porque eu não tenha lido o mangá).

  Outra crítica da resenha da Valéria, do shoujo café, é  que ela acha que a violência que Emma sofre enquanto criança foi muito leve, e incompatível com a realidade da crianças da época. E ela tem razão. Mas eu acho que a autora ficou com dó de Emma e não a fez sofrer demais, e eu também gosto tanto da personagem que não queria vê-la sofrer…

  Para mim, o único ponto negativo do anime é que a arte não é tão bonita quanto a do mangá. Mas é quase impossível chegar no nível do desenho da Kaoru Mori…

  Eu amei Emma, amei as músicas, e estou louca para começar a ver a segunda temporada (e se possível, gostaria muito de ler o mangá que, infelizmente, não saiu no Brasil). Eu recomendo para quem gosta de romances e séries de época (assim como eu), porque tenho certeza que gostará muito de Emma!

XOXO

Mallu