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Dia Nacional do Yaoi – Antique Bakery

8 jan

Oi!! ^^

Estou aqui voltando de férias… o post com a resenha de Kuragehime acabou ficando atrasado por conta das festas de fim de ano, e agora vai ser adiado mais uma vez pelo Dia Nacional do Yaoi. O evento é uma blogagem coletiva sobre o tema Yaoi, e foi criado pela Tanko-chan do (excelente) blog Blyme Yaoi.

Eu confesso que não conheço a área muito à fundo, apesar de ser uma fujoshi nata e shippar todos os possíveis casais homo dos mangás… Então eu decidi falar sobre o meu primeiro contato com um material verdadeiramente Yaoi, que foi o anime de Antique Bakery.

Eu sinceramente acredito que não poderia ter feito uma escolha melhor. O anime é excelente, e fez com que eu me interessasse mais e mais sobre BL. Depois dele eu fui procurar outras séries e caí nas garras de Junjou Romantica e Sekai-ichi Hatsukoi, e muitas outras. Então eu recomendo Antique para quem quer se iniciar no Yaoi e também para qualquer um que procura uma história de qualidade. Digo que o anime é uma boa iniciação por ele não ter nenhuma cena mais… chocante. É uma história adulta e madura, mas tratada com muita delicadeza e respeito.

Confesso que antes de assistir à Antique eu tinha um pouco de preconceito com o gênero Yaoi (que na verdade é um sub-gênero do shoujo, mas isso é outra história XD). O pouco contato que eu tive antes com materiais BL tinha me afastado um pouco de gênero, por serem histórias envolvendo homens maduros e menininhos muito novinhos (o infame shotacon). Então Antique caiu nas minhas mãos e eu não tinha como recusar, já que o anime é baseado no mangá de uma das minhas mangakás favoritas, a Fumi Yoshinaga  (mesma autora de Oooku). Ainda bem que eu dei uma chance! Antique quebrou os meus preconceitos e mais do que isso: me transformou em uma verdadeira fã de Yaoi!

Acho que já deu pra todo mundo perceber o quanto eu amo essa série e o quanto ela foi importante pra mim, então vamos à um pequeno resuminho (dessa vez eu não vou fazer uma grande resenha, já que eu assisti o anime faz muito tempo e não lembro dos detalhes, e acima de tudo porque eu estou recomendando o anime à vocês e não quero dar nenhum tipo de spoiler que possa estragar a experiência de assisti-lo!). O nosso protagonista é Tachibana Keisuke, que apesar de não gostar de doces por conta de um trauma do passado, acredita que uma confeitaria possa ser um negócio bastante lucrativo. Para auxiliá-lo em seu negócio, aparecem o fantástico pâtissier Ono Yusuke (que apesar de fazer doces excelentes, sempre acaba perdendo o emprego por conta de seu “charme demoníaco” capaz de fazer qualquer homem, seja hétero ou gay se sentir intensamente atraído por ele, o que acaba por gerar muitas confusões no ambiente de trabalho) (e que por acaso é o meu personagem favorito!); Kanda Eiji que acaba se tornando assistente de cozinheiro por acaso, já que ele era lutador; e Kobayakawa Chikage, amigo de infância de Tachibana e que se une à trupe como garçom. Em uma confeitaria com quatro homens adultos, só Deus sabe o que pode acontecer!

E mesmo para quem não é fã do gênero (ainda), Antique ainda é altamente recomendável. O anime não é pesado de nenhuma forma, e é baseado em uma história de qualidade, escrita por uma das mangakás mais talentosas da atualidade. Fumi Yoshinaga trabalha as relações entre seus personagens de forma muito sensível e humana, e ela faz isso de forma adorável em Antique Bakery! O anime tem 12 episódios e foi exibido originalmente em 2008 no imbatível bloco noitaminA. O mangá no qual o anime se baseia tem 4 volumes e foi lançado pela editora americana VIZ .

XOXO

Mallu

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No. 6

25 set

Oi!!

  No. 6, junto com Usagi Drop, acabaram sendo as únicas séries da temporada de verão 2011 que eu consegui acompanhar semanalmente (ainda estou atrasada nas outras). Ambas são séries do badalado bloco noitaminA , que me conquistaram desde os primeiros episódios. Como já escrevi sobre Usagi Drop, hoje eu vou falar um pouquinho mais sobre No. 6 (que é baseado em uma série de light noves escrita por Atsuko Asano).

  No. 6 chegou chegando, dando as caras como uma ficção científica que seguiria os moldes clássicos de “Admirável Mundo Novo”, de Aldous Huxley (para quem é fã, fica aí a dica (ou a heresia)). Porém a grande polêmica da série não foi a falsa utopia da cidade que leva o nome do anime, e sim o fator BL.

  Quem é fã (ou quem não é mais criança) já percebeu logo desde o primeiro episódio: o anime é Yaoi SIM. O que gerou polêmica no começo, foi porque No. 6 dividiu o público em algumas… facções: os que sabiam que era yaoi e adoraram, os que afirmavam que a série não tinha nada de yaoi (e que os meninos ficavam dando as mãozinhas apenas porque eram crianças puras e carinhosas), aqueles que eram indiferentes ao yaoi e assistiam a série porque achavam ela legal, e os homofóbicos que droparam no primeiro episódio.

 Quem me conhece já imagina em qual grupo eu estava… óbviamente o relacionamento dos protagonistas chamou muito a minha atenção, e além do fato de ser uma amante de ficção científica, eu estava adorando a oportunidade de ver uma FICÇÃO CIENTÍFICA COM YAOI.

  E o melhor de tudo, não é fã-service. O relacionamento dos protagonistas é real e é desenvolvido. Ou seja, o casal Nezumi e Shion não é produto dos delírios das fujoshis maldosas, ELES SÃO UM CASAL MESMO!

  Defensoria arco-íris a parte, agora vamos à um resumo da história…

  Após uma guerra que destruiu a maior parte do mundo, restaram apenas algumas cidades. A principal delas é uma utopia onde aparentemente todos são felizes e a vida é perfeita, essa é a No. 6. A cidade é murada, e todos os seus habitantes utilizam pulseiras por onde são constantemente monitorados pelo governo. Tudo na cidade é minimamente controlado, principalmente os livros e o acesso à informações. Sob a fachada harmônica, existe uma verdadeira ditadura. Qualquer cidadão que questionar as idéias do governo, ou mesmo questionar a perfeição da cidade deve ser isolado no Intituto Correcional (de onde praticamente ninguém consegue sair).

  Neste cenário, ainda ignorante sobre o quão vil é a cidade, vive um jovem e promissor estudante chamado Shion. Após um encontro com o fugitivo Nezumi, ele decide que irá ajudá-lo mesmo que para isso tenha de ficar contra o governo. Como punição, ele e sua mãe são deslocados para uma área… menos favorecida (mas ainda dentro dos muros da No. 6). Shion que poderia ocupar um grande cargo devido à sua genialidade, é reduzido à observar parques.

  Em um dia de trabalho, Shion percebe uma morte súbita muito estranha. E após ver seu colega de trabalho padecer do mesmo mal, passa a questionar a cidade. Quando ele estava sendo encaminhado para o Instituto Correcional, é salvo por seu amigo do passado, Nezumi, que o leva para viver fora dos muros da cidade, em um lugar abandonado e sem lei (mas com muito mais liberdade). Morando juntos, eles revelam os respectivos planos para a cidade: Nezumi a odeia e quer destruí-la, enquanto Shion procura meios de salvá-la.

  O anime me prendeu completamente por vários episódios. Eu realmente queria saber o que estava por traz da conspiração da cidade. O que eram as misteriosas abelhas? Quem (ou o que) era Elyurias? Por que Safu era a cobaia ideal? Por que Nezumi odiava tanto a cidade? Quem matou Odete Roitman? Infelizmente o anime me decepcionou com as respostas.

  Eles construíram um alto nível de suspense e mistérios muito interessantes, para respondê-los de forma medíocre. A única coisa bem resolvida do anime foi o relacionamento dos protagonistas.

  É muito comum, em qualquer gênero de história, termos um romance. Seja ele hetero ou homossexual, o romance pode surgir no meio de qualquer história, podendo influênciá-la ou não. O fato de No. 6 ter desenvolvido (e solucionado) tão bem a parte amorosa (e tão mal a questão da ficção científica), me leva a crer que o anime é um romance com ficção científica, e não o contrário. E como eu ansiava pelo contrário, fiquei decepcionada com o final.

  O anime teve uma solução fraca como ficção científica (e bem mal explicada. WTF is Elyurias? Uma deusa? Uma entidade cósmica? O Astro?) e uma solução perfeita como romance.

  Só que eu não posso desqualificar todo o anime, que teve um progresso excelente e me divertiu por semanas, apenas pelo seu final.  Se você procura um anime de romance não muito meloso, assista No. 6 sem medo. E se você for um amante da ficção científica, assista também (mas não alimente suas expectativas quanto à um final épico).

XOXO

Mallu

Usagi Drop

18 set

Oi!!^^

  Hoje eu assisti ao episódio final de Usagi Drop, e vou comentar mais sobre esse anime que me encantou desde o começo.

 

  Usagi Drop conta a história de Kaga Rin, uma menininha de 6 anos que é filha ilegítima de um senhor já idoso com uma mulher jovem. A menina é abandonada pela mãe, que não acredita ter condições para cuidar dela, e vive apenas com seu pai.  O anime começa quando o pai de Rin morre, e com isso começam as discussões sobre quem ficará  com a guarda dela.

  A família toda acha a situação de Rin absurda e consideram, inclusive, levá-la para um orfanato. Sensibilizado com a dor da menina, o neto do senhor, Daikichi, um homem solteiro de 30 anos decide levá-la para a casa dele. Apesar de suas boas intenções iniiais, ele não tinha exatamente um plano de como cuidar da menina, ele só sentiu que precisava fazê-lo. Isso tudo acontece no primeiro episódio (que na minha opinião é o melhor episódio inicial da história). A partir daí, a história se desenvolve no mais adorável slice-of-life que eu já assisti, com Daikichi tentando aprender a ser o pai que aquela criança precisa que ele seja, e com Rin virando de cabeça para baixo a vida dele, e transformando ele mesmo aos poucos.

  A história é totalmente cândida. Não existem apelações emocionais exageradas, não tem sensacionalismo. Ela é narrada de forma muito natural e simples, sendo realista não só por retratar as pessoas (especialmente as crianças) como elas são: nem boas nem ruins, apenas humanas, mas também por mostrar as dificuldades e os pequenos problemas que devem ser superados na educação de uma criança.

  Usagi Drop não “brinca de casinha”. Não é a história fofinha de um homem que por piedade dá abrigo para uma menininha e eles são felizes para sempre. Não existem vilões e heróis. Mesmo a família que inicialmente rejeita Rin, depois que não diretamente responsável por ela passa a aceitar a presença dela, e mesmo a ajudar Daikichi em muitos momentos. Isso revela a hipocrisia que existe dentro da maioria das relações familiares (afinal, Rin era fruto de um relacionamento imoral, ela deveria ser excluída do clã. Mas já que as despesas e responsábilidades foram para o colo de Dai, a gente aceita ela numa boa) e é assustadoramente humano. No entanto, o anime escolhe não explorar esse aspecto, o que eu achei positivo. A hipocrisia está lá, mas é possível conviver harmoniosamente com ela (afinal, se não fosse, todos nós seríamos hikikomoris) e, porque não, tirar proveito dela as vezes.

  Fora da situação familiar, temos os amigos. Esses sim, verdadeiros e preocupados. O maior exemplo disso seria entre Daikichi e a mãe de Kouki (mesmo que o anime deixe bastante evidente o real motivo de eles se ajudarem tanto). Mas mesmo sem a tensão romântica, dá para ver que eles realmente se preocupam com os filhos do outro.

  Usagi Drop também merece um troféu por melhor retratação de crianças em séries animadas da história. Eu já disse isso aqui no blog antes, mas as crianças de Usagi Drop não são anjos nem demônios, não são prodígios nem idiotas. Elas são crianças normais, que cometem erros e acertos naturalmente por estarem em uma fase de assimilar o comportamento social adequado. Elas não nascem sabendo tudo, muito menos tem idade para já estarem rebeladas contra o sistema.

  Apesar de serem inocentes, é possível notar também um pouco daquela maldade natural das crianças, que é tão pouco explorada (e ao mesmo tempo super explorada em filmes de horror), que é tratada como tabu. As crianças devem ser vistas como anjos, não se pode dizer nada das más ações delas, não é mesmo? O que as pessoas esquecem é que quando as crianças fazem maldades, muitas vezes elas nem tem consciência plena disso. Elas apenas não tem o filtro social dos adultos para frear esse impulso. Vemos isso, por exemplo, no episódio 2, quando Rin está frustrada, e mesmo sem se dar conta do motivo, destrói a construção de uma coleguinha de creche.

  O anime é cheio de coisas boas. Mas a melhor delas ainda é o relacionamento entre Dai e Rin. Ao longo da história, Rin se torna tão necessária para Daikihi quanto ele é para ela, e o laço entre eles é realmente bonito.

  Com suas crianças impecavelmente infantis, sua animação deslumbrante e história que comove naturalmente, sem forçar a barra, Usagi Drop na minha opinião se consagrou como a melhor série da temporada. Foi mais uma prova da força e da qualidade do bloco noitaminA (que está sendo levemente questionada depois de algumas escolhas… duvidosas), e provou que é possível se fazer uma história madura, com ares ingênuos e despretensiosos, mas que mesmo assim é capaz de despertar tantas coisas nas pessoas que a assistem.

  Eu recomendo para todos! Na verdade, Usagi Drop entrou na minha listas de séries obrigatórias.

  (Ah sim, eu me recuso a comentar o final nojento e pedófilo do mangá para não estragar todos os meus bons sentimentos em relação ao anime. Assistam ao anime, o mangá eu dispenso).

XOXO

Mallu

Tokyo Magnitude 8.0

4 set

Oi!! ^^

  Eu já tinha comentado sobre os primeiros episódios desse anime que me arrebatou logo de cara, e agora vou comentar o final dele.

  Tokyo Magnitude 8.0 é um anime de Julho de 2009 que foi exibido no, querido por todos, bloco noitaminA. A história gira em torno de dois irmãos, ainda crianças, que tentam retornar para casa após um terremoto de capacidade destrutiva assustadora.

  A irmã mais velha, Mirai, que começa a série com um comportamento inaceitável de adolescente permanentemente de mal com o mundo, é obrigada a amadurecer na marra, ao se tornar responsável por seu adorável irmão caçula Yuki em meio a esse desastre. A mudança de atitude dos personagens é gradual e muito bem contextualizada, a ponto de que no último episódio, mal é possível perceber o salto que a personalidade de Mirai sofreu.

  No entanto, as crianças não estão sozinhas nessa jornada. Eles recebem a ajuda da fantástica Mari, uma jovem viúva que se encontra com eles por obra do acaso e, como moram na mesma direção, decide que levará as crianças até em casa. É notável que não só Mari ajuda as crianças, como elas também a ajudam.

  Para mim, o ponto alto da série são os primeiros episódios, com destaque para o segundo que, certamente, é um dos melhores episódios de anime que eu ja vi na vida. Com o passar da série, não que a qualidade caia, mas digamos que ela “sossega” um pouco, e não nos surpreende mais tanto quanto no início (ainda bem para os personagens, não é mesmo?). Mas mesmo assim, não considero nenhum episódio da série chato ou ruim, e classifico ela como uma série ótima.

  Eu apenas tenho algumas ressalvas com o episódio final da série, ou melhor, com o arco final da série. Quem quiser saber quais, selecione o texto para ler, porque conterá spoilers.

  Fica bastante claro desde o início que Yuki morreu. Não sei se por causa do acidente da Torre de Tóquio (e por falar nisso, que cena forte, não é? Achei de um impacto enorme, imagina só para os japoneses?) ou se ele já estava mal desde o shopping (porque ele foi encontrado sob uma máquina, ou estrutura, não me lembro bem…). A questão é que, desde o momento em que ele cai na rua, já fica evidente que ele não acordará mais. O que me incomodou (além do fato de que mataram meu personagem favorito), é que eu não entendi direito se o Yuki que só Mirai via era um fantasma, ou uma alucinação.

  Tudo indicava que era uma alucinação, já que a mente de Mirai bloqueou as lembranças da morte dele, ignorou isso e seguiu em frente como se ele ainda estivesse ali. Mas o que foi aquela cena do final, depois de Mirai se lembrar da morte do irmão, onde eles caminham de mãos dadas até chegar em casa, com aquela aura dourada encolvendo o aperto das mãos deles? Pra mim isso é coisa de fantasma, sem mais. Achei desnecessário. Acredito que, depois do “pronto, morri!” do penúltimo episódio, Yuki não deveria aparecer mais. (Outro momento de fantasma, é quando Yuki diz para Mirai procurar pela filha e pela mãe de Mari, porque ele não acha que elas estão mortas. Isso foi uma intuição de Mirai (porque se Yuki era uma alucinação, o que ele pensava era o que Mirai inconscientemente pensava) ou foi a revelação de alguém que já está morto, sobre pessoas que não estão no mesmo “plano” que ele?).

  Também não gostei da choradeira do último episódio. Eu sei que a série é de drama, e que a situação era muito triste. Mas eu prefiro momentos que emocionam por sua sutileza, sem precisar de longas sequências de gritaria com os personagens se debulhando em lágrimas. Tokyo Magnitude 8.0 definitivamente foi uma série que me emocionou e me levou às lágrimas em vários momentos, sem precisar da choradeira exagerada do último episódio (a qual eu não me uni). Um exemplo de momento emocionante foi aquela cena onde eles tentam retomar a rotina depois do terremoto e na escola, nas carteiras dos alunos mortos, haviam vasos de flores. Aquilo foi extremamente forte, sem precisar forçar a barra. É o tipo de sentimento silencioso, que me faz chorar.

  Recomendo esse anime para quem gosta de um bom drama, para quem valoriza a família acima de tudo, e para quem é GENTE porque é uma lição de vida sobre o que é realmente importante quando o mundo desaba.

XOXO

Mallu

Primeiros episódios: Tokyo Magnitude 8.0

2 set

Oi!! ^^

  Eu estou há muito tempo para assistir esse anime (porque né, é do bloco noitaminA). Mas depois do que aconteceu no Japão, eu não estava com clima para ele (SÉRIO?). Mas agora que a poeira baixou, e eu estava querendo um anime ótimo, eu resolvi apostar em Tokyo Magnitude 8.0.  Não poderia ter feito uma escolha melhor.

  Logo no começo já somos avisados: um terremoto de escala assustadora vai atingir Tokyo, e o estrago vai ser feio. Muito feio. Para fazer o anime, houve muita pesquisa das possíveis catástrofes que poderiam devastar a cidade caso um terremoto dessa magnitude acontecesse, portanto tudo é assustadoramente real e plausível.

  O primeiro episódio faz um retorno no tempo para um pouco antes do desastre, e somos apresentados aos personagens. Em uma família típica, temos um pai e uma mãe ausentes de casa boa parte do tempo por causa do trabalho, uma filha adolescente revoltada, e um filho mais novo fofo. A menina, Mirai (que ironicamente significa “futuro”) não tem a mínima noção do que quer fazer quando crescer, e é a típica rebelde sem causa. Não desgruda um segundo do celular, tem raiva de tudo e de todos, e quer que o mundo inteiro exploda. O menininho, Yuki, é criança e não entende a revolta da irmã. Ele gosta de todo mundo, e quer deixar todo mundo feliz (fofo).

  Sabendo que a irmã queria viajar nas férias de verão, Yuki propõe que eles visitem uma exposição de robôs em Odaiba (uma grande ilha artificial, que se conecta a Tokyo por meio de uma ponte). Ok, é tipo quem mora em São Paulo capital viajar para Santo André (município dentro da área metropolitana de São Paulo). Mas vamos lembrar que ele é uma criança, e só queria agradar. Como a mãe estava ocupada, ela encarrega Mirai de levar o menino para passear. E assim os dois vão sozinhos para Odaiba.

  Mirai reclama tanto, ela é tão insuportável, que eu realmente esqueci que um desastre estava prestes a acontecer. No final do primeiro episódio, o terremoto acontece.

  E assim, duas crianças, longe de casa, terão que enfrentar sozinhas o maior desastre possível. Ou melhor, teriam. Depois de algumas aparições suspeitas, a nossa heroína é revelada. Mari, uma mãe viúva chega para controlar a situação. E a mulher é um espetáculo. Estou agora no episódio 3, e por enquanto acompanhamos a história de Mari, Mirai e Yuki tentado voltar para casa. E a missão não parece ser nada fácil.

  Eu estou completamente obcecada com esse anime. É emocionante, as personagens são plausíveis, e acontecem várias reviravoltas (e eu só vi 3 episódios!). O anime é eletrizante e não para um segundo. E o melhor (ou pior) de tudo é que toda a situação caótica na qual a história se desenvolve é assustadoramente possível.

  Tomara que continue assim!

OBS: Lição importante número um em desastres: se você estiver em uma situação assim (e melhor aida se você for uma mulher sozinha), procure alguma criança perdida. As crianças tem preferência em barcos de resgate e coisas do gênero, e ninguém é frio o suficiente para separar uma “mãe” de sua “cria”.

XOXO

Mallu

Atualização: Eu terminei de assistir, e a resenha da série completa está aqui.

Primeiros episódios: No. 6

12 jul

Oi!!

  Hoje eu vou falar de No. 6, mais um dos animes que eu pretendo acompanhar nessa temporada.

  No.6 é a ficção yaoi da vez do famoso bloco noitaminA. Eu comece a assitir com as expectativas bem baixas (acho que foi o trauma de [C] falando mais alto…), e talvez seja por isso que eu tenha gostado tanto (ou o anime é muito bom mesmo). A história é ótima, a animação está muito linda e a trilha sonora também.

  O anime conta a história de uma cidade ideal, futurística e controlada (me remeteu à Admirável Mundo Novo, amo histórias assim). Nela as pessoas vivem pensando que estão em “um mar de rosas”. Mas depois do curioso encontro entre o típico personagem misterioso do cabelo cinza, fugitivo da polícia, e o jovem ideal (o menino tem 12 anos, estuda em uma escola de gênios e já sabe fazer sutura) que se apaixonam loucamente em um romance puro vemos que as coisas não são beem assim….

  O episódio já começou bem, com uma cena “eletrizante” (sessão da tarde?) em uma galeria de esgoto. Sério, a cena foi muito boa mesmo. Mas aí corta e vai pra uma cena bizarra de um menino flutuando sobre a cidade e se desfazendo em pétalas (achei bregão). Como se as brisas escolares fossem assim…

   Olha, eu gostei demais de No. 6, e fiquei muito curiosa sobre o que existe na realidade por trás da máscara da cidade perfeita…  Pelo que eu lí por aí, vai ter toda uma conspiração… A série está prometendo demais, espero não me decepcionar!

  Ah… só uma observação aleatória… Só eu vi maldade nessa história?? Ah essas fujoshis maldosas!!!

Sério que só eu vejo Yaoi nisso aí?

  Claro que não. Fujoshis, comemorem. Além de ser um ótimo anime, No. 6 tem muuuuito, muito mesmo material para delírios Yaoi. e não é só “a bela amizade entre homens”, nesse mato tem coelho SIM! (Só pra constar, esse foi o meu primeiro print ^^ eu precisava compartilhar esse momento!!)

  Agora é esperar a estréia de Dantalian no Shoka e pronto, chega de animes da temporada de Verão!

XOXO

Mallu

Atualização: Eu terminei de assistir e a resenha da série completa está aqui.