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Paradise Kiss – o filme

2 nov

Oi!!!

Para os interessados, eu não morri e estou de volta!!! Nada melhor para o meu retorno do que falar do filme derivado de um dos meus mangás top top, Paradise Kiss!!

Mas antes disso, eu gostaria de agradecer aos meus leitores que mesmo com o blog paradinho continuaram comentando e me apoiando, muito obrigada mesmo! Fico muito feliz em saber que o blog está sendo útil como fonte de entretenimento para alguém!

Mas voltando para o que todo mundo estava esperando (ou não), uma resenha para ressuscitar esse blog! O problema é que o post de hoje vai ser um pouco dividido, já que o filme me despertou emoções opostas. Vamos começar pelo mais importante, pela revolta!

Eu estava desesperada para assistir ao filme desde que ele foi anunciado. Por ser uma história jovem com emoções bastante realistas, eu estava pensando que poderia ser o melhor live-action ever. Mas não foi. Na verdade, passou bem longe disso.

Live-actions são sempre assuntos polêmicos, especialmente entre os fãs mais radicais. É impossível agradar à todos eles. Sempre irão reclamar ou do elenco, ou dos cortes, ou do cenário, enfim, agradar aos fãs mais hardcore não é um trabalho fácil (digo isso por experiência própria, quem acompanha o blog viu a minha saga para aceitar o dorama de Ouran, que ainda bem teve um final super feliz!). Mas para mim, o mais importante numa adaptação é que o “clima” da história seja preservado. A atmosfera que uma série exala faz com que, independentemente do formato, ela atinja o seu público. E o filme de Paradise Kiss pecou exatamente nisso.

Eu fiz uma resenha sobre Parakiss (anime e mangá) logo no começo do blog, e não me orgulho nem um pouco dela. Eu revisitei a série esse ano, e comentei um pouquinho sobre o anime aqui. Mas para quem não conhece a série, eu vou dar uma luz sobre ela. De uma maneira superficial, Parakiss conta a história de uma jovem do ensino médio que, ao ser descoberta como uma beldade na rua, é dragada para um grupo de estudantes de uma escola técnica de moda que desejam fazer dela a sua modelo. Nisso ela se envolve com o designer, o inesquecível George Koizumi.

Mas não basta o resumo de uma série para se fazer um bom filme, coisa que os diretores do live action pareceram ter esquecido. Paradise Kiss é muito mais do que isso, é uma série que discute as emoções avassaladoras da juventude, o impulso, a paixão, o desejo, e acima de tudo: o sonho. Por meio de Yukari, que começa a série vivendo uma vida padrão, somos colocados de frente para o famoso dilema do “e agora?”. Ela continua os estudos (área que sempre teve que se esforçar muito para obter algum sucesso) para se garantir profissionalmente, ou investe no sonho de se tornar uma modelo? E George? Ele deve podar a sua inspiração ou continuar desenhando roupas de sonho?

Ou seja, o que eu quero dizer é: Paradise Kiss não é apenas uma história sobre o que um grupo de jovens fez, mas sim sobre os sentimentos que motivaram essas ações. Essa é a sedução do mangá, que o filme ignorou.

O filme além de fazer mudanças estapafúrdias na história, como abalar profundamente a paixão entre George e Yukari (que eu afirmo, era uma paixão tórrida, não era um amor puro cheio de margaridas, eles eram unidos pelo desejo um pelo outro, George encontrou em Yukari a sua musa, ela por sua vez teve contato com um sonhador, e se apaixonou pelo mundo de maravilhas que vinha com seus objetivos). O filme foi apenas um amontoado de acontecimentos corridos e sem significado.

Esse é o meu jeito enrolativo de dizer que o filme estava muito chato e que não tinha nada a ver com a minha série maravilhosa e amada. Era uma decepção. Até os 15 minutos finais…

E eu que estava de mau-humor com o filme (segue a lista com alguns motivos):

  • Aquele guri feio que faz o Tamaki do Ouran foi escalado de novo como galã (e olha que eu ganhei simpatia pelo menino depois do dorama);
  • O cabelo da Miwako não sé rosa (e o do George não é suficientemente azul, embora o menino estivesse bonito no filme, então tudo bem);
  • Aquela atriz, que interpreta a “rival” de George que recebe meu ódio desde aquele personagem irritante dela em Hana Yori Dango (coitada né, só dão papél de mulher pentelha pra ela!);
  • As músicas são chatinhas;
  • Não fica claro o quão irreais são as roupas que George faz, e o obstáculo que ele enfrentaria em sua carreira;
  • E mais importante de tudo, indignada com a falta de paixão!

… me deixei seduzir nos minutos finais.

Por conta de um simples motivo, ELES DERAM O FINAL QUE 99,9% DOS FÃS SONHOU PARA A SÉRIE. Eu fiquei em êxtase. Quando eu percebi o rumo que a história estava tomando após uma inocente fala do Tokumori no meio da rua, eu chorei. Quando chegou o momento esperado, eu estava chorando e gargalhando alto ao mesmo tempo.

E o que é pior? Um filme fantástico com um final decepcionante, ou um live-action nada a ver COM O FINAIL MAIS PERFEITO DA HISTÓRIA DA HUMANIDADE?? Tirem as suas próprias conclusões.

Não recomendo o filme para quem nunca leu o mangá, seria uma primeira impressão muito fraca sobre a história.  Esse é o típico material que é válido para levar quem já é fã ao delírio, e só.

Mas uma pequena ressalva quanto ao fim… Precisa mesmo separar o casal por anos para depois reatar? Japão, a gente já está cansado desse recurso, ATÉ QUANDO??? (E Coréia, se liga aí! Parakiss seria um dorama sensacional, hein?).

XOXO

Mallu

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Os melhores shoujo no Brasil (parte dois)

5 abr

Oi!!^^

  Hoje eu volto com a outra metade da lista que eu comecei a publicar ontem, sobre os  mangás publicados no Brasil de que eu mais gosto.

  Para quem não viu ontem, a lista está aqui. Como eu já disse, a lista está em ordem alfabética, e não de preferência. Os mangás citados não são necessariamente shoujo, o título do post só é esse porque eu não quero comentários do tipo “como Naruto não está entre os melhores mangás publicados no Brasil?” e coisas do gênero.

  Vamos então à  Parte Dois da minha lista!

 

MeruPuri

 

   O primeiro mangá que eu li! Um mahou-shoujo muito fofo!! Conta a história de uma menina que não sabe ser descendente de uma feiticeira, e que de repente encontra um príncipe de um reino mágico de outra dimensão.

  O mangá (da incrível Hino Matsuri) tem apenas 4 edições, e foi publicado pela Panini. Eu falei mais sobre MeruPuri aqui.

Nana

  Quem não gosta de Nana? O shoujo de maior sucesso no mundo, conta os dramas de duas amigas que compartilham o mesmo nome: Nana.

  Nana (da maravilhosa Yazawa Ai) é publicado no Brasil pela JBC (até agora, com 21 volumes), e sua publicação está em pausa pois a publicação original japonesa também está em pausa, por conta de problemas de saúde enfrentados pela autora.

Otomen

  Otomen é uma comédia (com um humor sarrista parecido com o de OURAN) que narra os dramas de Asuka (que não é gay) em esconder os seus hobbyes femininos.

  O mangá de Kanno Aya é publicado pela Panini e tem, atualmente, 7 edições. Eu já falei um pouquinho de Otomen aqui.

Paradise Kiss

  Minha paixão. O melhor (e primeiro) Josei publicado no país. Conta a história de Yukari, e o seu dilema em escolher entre uma carreira acadêmica sólida e uma carreira de modelo.

  Os 5 volumes do mangá ( de Yazawa Ai) foram publicados em edições metálicas lindas pela editora Conrad mas, infelizmente, não são fáceis de se encontrar… Eu falei bastante de Paradise Kiss no blog, aqui, aqui e aqui.

Sakura Card Captors

  O primeiro mangá shoujo publicado no país (e um dos melhores mahou-shoujo ever!). Conta a história da pequena e fofa Sakura, que tem a missão de coletar as cartas Clow que ela deixou escapar sem querer.

  O mangá (da CLAMP) foi publicado pela JBC no formato de meio tankobon, e conta com 24 edições (algumas bem chatas de se encontrar).

Socrates in Love

  Um one-shot josei lindo, que conta a dramática história de um casal que descobrem juntos as emoções do amor, e tem que superar uma tragédia.

  Tem autoria de Kazumi Kazui, baseado no best-seller de Kyoichi Katayama. Foi publicado em uma edição linda pela JBC, e eu já falei mais sobre ele aqui.

Tsubasa Reservoir Chronicles

  Mangá shounen de aventura, que utiliza personagens de Sakura Card Captors e possui uma história entrelaçada com XXXHolic (ficou confuso? Coisas de CLAMP…). Mas pode confiar, é super legal!

   É publicado no formato meio tankobon pela JBC, tem atualmente 51 volumes e vai terminar em 56 volumes (o original possui 28 volumes).

Ultramaniac

  Mahou-shoujo bonitinho que conta a história de de uma humana que fica amiga de uma bruxinha.

  Teve seus 5 volumes publicados pela Panini. De autoria de Wataru Yoshizumi.

Vampire Knight

  Quem é leitor do blog sabe, eu AMO Vampire Knight. É um shoujo de drama e romance, com temática sobrenatural. Conta a história de Yuuki, que apesar de conviver com vampiros diariamente em sua escola, descobre que os seus laços com eles são ainda mais intensos do que ela imaginava…

  O mangá (de Hino Matsuri) é publicado atualmente pela Panini e conta, por enquanto, com 12 volumes. A publicação ainda está em andamento no Japão (Hino sensei, não enrrola!!). Eu já falei de Vampire Knight no blog milhares de vezes… quem quiser ler mais, visite a categoria VK Project.

Wanted

   One-shot shoujo de aventura. Conta a história de uma menina que passa a viver uma vida de pirata! (Esse mangá é muuuito legal! A Hino sensei deveria fazer uma série!).

  Foi publicado pela Panini, e pode ser meio complicado se se encontrar… De autoria de Hino Matsuri.

Welcome to the N.H.K

  (Ou Bem-vindo à N.H.K) Mangá shounen ecchi, de comédia sem noção, que conta a história de um Hikikomori que se considera vítima de uma corporação malígna encabeçada pela rede de televisão N.H.K (?).

  Mangá com 8 volumes de Tatsuhiko Takimoto, que começou a ser publicado pela Panini e tem, por enquanto, 2 volumes lançados  (Recomendado para maiores de 18 anos. Sério!).

XXX Holic

  Mangá seinen lindo maravilhoso incrível de temática sobrenatural. Conta a história de Watanuki, que é capaz de ver espíritos, e acaba envolvido com Yuuko, dona de uma loja que realiza desejos pouco convencionais (geralmente relacionados a espíritos e coisas do gênero). Eu já falei sobre Holic aqui.

  O mangá (da CLAMP) se encerrou no Japão com 19 volumes, e é publicado no Brasil pela JBC no formato de meio tankobon, e está atualmente no volume 34.

Zettai Kareshi

  Zettai Kareshi – o namorado perfeito. Um shoujo maravilhoso que eu amo, de comédia romântica com um “q” de ficção científica. Conta o divertido romance entre uma menina e um andróide (que ela comprou para ser o seu namorado ideal).

  Teve seus 6 volumes publicados no Brasil pela Conrad, mas suas edições são quase impossíveis de se encontrar. De autoria de Yuu Watase. Eu fiz resenha de Zettai Kareshi aqui.

  Em resumo, é possível encontrar mangás maravilhosos no Brasil. Dá para perceber que os títulos estão divididos entre duas principais editoras, a Panii e a JBC. Ambas possuem títulos muito fortes, mas também tem os seus problemas.

  A Panini, apesar da qualidade de seus produtos e da grande variedade de títulos shoujo, é incapaz de seguir um planejamento. A ordem de suas publicações é caracterizada por ser, líteralmente, sem ordem, o que torna a periodicidade de  muitos de seus títulos bastante caótica.

  A JBC, por outro lado, é organizadíssima. Quando eles dizem que o mangá será lançado naquele dia, ele é e ponto final. Os raros atrasos são noticiados publicamente pela empresa, que mostra um grande respeito pelo consumidor nesse quesito. Porém… apesar de deter o monopólio dos mangás da CLAMP, a JBC não tem uma vasta variedade de shoujos… geralmente são publicados um ou dois ao mesmo tempo… e olhe lá! Sem falar na qualidade dos mangás, que é evidentemente inferior à das outras editoras, ocorrendo sempre capas que descolam, entre outros problemas…

  A minha maior mágoa é em relação à Conrad, que sempre trazia títulos incríveis e com alto padrão de qualidade mas… morreu, coitada… E quanto às editoras menores, eu não tenho muito o que comentar… pelo menos por enquanto. Exceto que a qualidade dos produtos é muito boa!

  Os volumes atuais dos mangás podem ser encontrados facilmente nas bancas de jornal. Quanto aos volumes antigos, você pode perguntar ao seu jornaleiro sobre a disponibilidade, ou ir direto à lojas especializadas em quadrinhos. É possível adquirir volumes antigos em feiras e eventos relacionados ao setor. Existem lojas virtuais muito boas também, como a Comix. Em alguns sebos, e principalmente no bairro da Liberdade, em São Paulo, é muito fácil de se encontrar mangás.

  E com tantas coisas legais aqui, ainda existem coisas que eu quero? Claro que sim! Só pra começo, poderiam trazer Nodame Cantabile, Akuma to Love Song, Kinkyori Renai (que não, não é pedofilia!), Lovely Complex (que não saiu aqui até agora por que mesmo?), Mars (mesma questão anterior), Hot Gimmick, Yurara, Stepping on Roses, B.o.d.y, Hana Yori Dango, Saiunkoku Monogatari, Kuroshitsuji…  Pouca coisa, né???

  Então é isso. Termino por aqui essa minha lista enorme, e espero ter ajudado alguns indecisos quanto a qual mangá ler em seguida.

XOXO

Mallu

Trailer de Paradise Kiss e Último volume de OURAN

30 mar

Oi!!^^

  Nossa senhora da bicicletinha, de hoje eu não passo. Notícias lindas (uma feliz e outra nem tanto) das minhas duas séries favoritas!!!!

  Hoje saiu o tariler completo do filme de Paradise Kiss. Está parecendo que o filme vai ser bem fiél à história original! Esse é pra aumentar a ansiedade!!

  E agora a notícia chatinha… Eu sei que a série já acaboou, eu já li até o final, mas enfim… quando o último volume sai, é como se mostrasse que é o fim MESMO (embora eu esteja na esperança de um volume extra com os gaidens). Dia 5 de Abril será lançado o último volume de Ouran (com direito à eventos especiais com a autora -chique-).

  Preciso falar que amei a capa? Melhor que isso só se fossem todos os hosts juntinhos (ok, isso seria bem melhor né?). O último capítulo, para quem ainda não leu, pode ser um pouco decepcionante para os leitores que queriam um pouco mais de paixão. Mas tem todo o MOE MOE que a série prega desde o seu início.

Vi a notícia no Shoujo Café.

XOXO

Mallu

Mania de Parakiss…

6 mar

Oi!!^^

  Uma das minhas séries josei favoritas de todos os tempos é Paradise Kiss. Eu já falei do mangá aqui, logo no começo do blog, na época em que as minhas resenhas eram muito mais afetadas do que atualmente… rsrsrsrs

  Para quem não sabe, também existe um anime com 12 episódios, que eu acho muito bom também. Eu diria que se formos analizar de uma forma geral, o anime é bastante fiél a história do mangá. O problema é que eles excluem muitos detalhes que eu, como fã, considero essenciais para a história (principalmente toda aquela parte do Tokumori-kun, a sorte é que eles contaram no final um pedacinho da infância de Isabella, que eu acho a parte mais fofa do anime). Então eu recomendo que você primeiro leia o mangá, e depois assista ao anime ^^ (mas para quem não quer ler o mangá, da pra se contentar com o anime, que é um ótimo divertimento, já que é curtinho e tem um final bastante definido).

  Mas porque eu estou falando de Paradise Kiss agora? Eu simplesmente estou deseperada com a série… Eu estou morrendo de vontade de assistir ao live action, que só estreia em maio… T.T

  Então, para passar o tepo, eu assiti ao anime pela terceira vez e estou lendo o mangá de novo!^^  O Mangá foi publicado no Brasil pela editora Conrad na época em que ela ainda estava boa… :/ sério, morro de saudades da Conrad, ela publicou os meus amados Paradise Kiss e Zettai Kareshi (lembram??). Atualmente é tão difícil de encontrar essas séries… isso me deixa triste…

  Enfim. Espero que o filme seja excelente, para fazer justiça ao mangá! Eu queria na verdade um dorama né? Mas um filme já está bom. No elenco principal, temos Keiko Kitagawa como Yukari, e Osamu Mukai como George (Osamu Mukai, se você me decepcionar como George, eu prometo que pego um voô noturno pro Japão só para te dar uma bolsada).

  Fica aqui o trailer do filme. Mal posso esperar ^^

(Peraí, cadê o seu cabelo azul, George?? T.T Tomara que seja, no mínimo, azul escuro… É azul escuro, né? Quando o filme estreiar vai dar pra ver que é azul, né?)

XOXO

Mallu

Nana na MTV!!!!!!!!!!!!!!!

4 mar

Oi!!^^

  Gente, para tudo. Enquanto a Animax passa cada vez menos anime (porque né, eles PRECISAM passar Barrados no Baile), a MTV (do Brasil mesmo!) anunciou que, na sua nova programação que estreiará dia 15 de março, vai ter um anime!!!!!

   E não é qualquer um!!! É Nana! NAAAAAAANAAAAAAAAAAAAA!!!!!!!! Vai ser uma delícia para distrair quem se sente órfão com o hiatus do mangá (oi eu! rsrsr). (O mangá, publicado no Brasil pela JBC, está em pausa por probemas de saúde da autora, Ai Yazawa).

  Para todo mundo ir entrando no clima, a primeira abertura do anime, minha favorita.

Fonte: Anime Pró

XOXO

Mallu

Paradise Kiss

11 jul

Oi!!^^

  Hoje eu vou falar de Paradise Kiss, ou melhor, Parakiss !!^^

parakiss

  O mangá, de autoria de Ai Yazawa (NaNa, Gokinjo Monogatari) é como se fosse uma continuação de Gokinjo Monogatari,que conta a história de Mikako e seus amigos. Em parakiss vemos a história de Miwako, irmã mais nova de Mikako, que embora não seja a protagonista, aparece bastante na história. Paradise Kiss foi publicado no Brasil pela editora Conrad, e foi publicado primeiramente no Japão na revista Zipper,  uma revista de moda voltada para o público jovem. Seus capítulos foram reunidos em 5 tankobons.

  Parakiss conta a história da jovem Yukari Hayasaka (Caroline), que apesar de ser uma aluna extremamente esforçada, nunca consegue atingir o topo da classificação escolar. Ela mora com sua mãe rigorosa e seu irmão prodígio e nutre um amor platônico não-correspondido (será??) pelo menino gênio de sua sala Hiroyuki Tokumori. Sua vida vira de cabeça para baixo, quando um grupo, digamos, exótico chamado Paradise Kiss nota sua beleza acima do comum e a convida para ser modelo. E assim começa a história de Carol dentro do Parakiss.

  Eles são um grupo de estudantes do Colégio Técnico Yazawa Gakuin, o Yazagaku, que liderados pelo aspirante a estilista George ( Jôji Koizumi), estão confeccionando um modelo de vestido para o desfile de modas do colégio. Lá, além do sedutor George, Yukari conhece a doce Miwako, o punk Arashi e o amável travesti Isabella.

  Com o desenrolar da história, sentimentos vão se desenrolando, como a paixão entre George e Yukari, e fatos se revelam, como o triângulo amoroso entre Miwako, Arashi e  Tokumori, que na verdade são amigos de infância.

  A princípio, o mangá parece ter uma história simples, mas logo vai se revelando uma trama delicada que envolve sentimentos profundos e conflitos intensos. Um dos eixos do enredo é o questionamento sobre o que traz mais satisfação: A utopia da realização de sonhos maravilhosos ou um futuro estável construído sobre uma base sólida de responsabilidades e obrigações.

  Sera que Yukari vai desistir do vestibular para se tornar uma grande modelo de sucesso? George seguirá carreira desenhando suas roupas exageradas, sonhadoras, porém nada comerciais? Decisões importantes, que podem fazer com que esse perturbado amor fique balançado.

  Paradise Kiss, uma leitura agradável, que vai nos bastidores do mundo da moda nos conduzindo por um labirinto de emoções e sentimentos. Sinta a dor do despertar de um sonho, o choque da realidade que pode arruinar uma pessoa ou elevá-la ao mais alto padrão. Como se não bastasse, tem um final emocionante, capaz de arrancar lágrimas.

  ” Acho que todos os vencedores já foram considerados imprudentes.”

  Leiam Parakiss, eu adoro e recomendo!!^^

  E, para quem já leu, vamos comentar o final um pouquinho…(ATENÇÃO! POSSÚI SUPER SPOILERS!!) Selecione o texto para ler.

  Já era esperado que Yukari terminaria a história ao lado de Tokumori. George, por sua vez, teve um final no mínimo misterioso…Não é possível concluir com certeza se ele fica com Kaori, por quem é apaixonado e que por sua vez também o ama, ou se ficará com Isabella, que sempre foi apaixonada (o?) por ele. Eu realmente chorei quando George manda a chave do armário para Yukari, como se fosse um eterno laço entre eles. Prova de que o amor sobrevive ao tempo, e de que, por mais que sejamos capazes de amar de novo, nunca nos esquecemos de sentimentos arrebatadores, e sempre os conservamos com carinho em nossos corações. Mesmo sabendo que a relação deles era insustentável, eu torci pelo casal George e Yukari até o último momento…

XOXO

Mallu